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Despeito

Vicente Celestino

Despeito

Seria incapaz, sem motivos ter
De roubar-te a paz e de ofender
Sim, a outra jurei despeitadamente
Que nunca te amei e por ti somente

E ainda vens me recriminar
Coração não tens e que vou provar
Se a certeza tinhas de que te trai
Procurar não vinhas o perdão a ti

Mas se arrependida realmente estais
Como vens a mim hoje confessar
Deixa-me dizer-te que perdi a paz
Quando um dia vi, outro te beijar

Eu pensei morrer, pensei enlouquecer
Me responde agora, tive ou não razão
Quando a tal senhora, só por despeito jurei
Que meu coração, nunca te ofertei

Eu pensei morrer, pensei enlouquecer
Me responde agora, tive ou não razão
Quando a tal senhora, só por despeito jurei
Que meu coração, nunca te ofertei

Despeito

Sería incapaz, sin motivos tener
De robarte la paz y ofenderte
Sí, a la otra juré con despecho
Que nunca te amé y por ti solamente

Y aún vienes a recriminarme
No tienes corazón y lo voy a probar
Si tenías la certeza de que te traicioné
No venías a buscar perdón

Pero si arrepentida realmente estás
¿Cómo vienes a mí hoy a confesar?
Déjame decirte que perdí la paz
Cuando un día vi a otro besándote

Pensé que moriría, pensé que enloquecería
Respóndeme ahora, ¿tuve o no razón?
Cuando a esa señora, solo por despecho juré
Que mi corazón, nunca te ofrecí

Pensé que moriría, pensé que enloquecería
Respóndeme ahora, ¿tuve o no razón?
Cuando a esa señora, solo por despecho juré
Que mi corazón, nunca te ofrecí

Escrita por: Vicente Celestino