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Marvada Pinga

Victor & Fernando

Marvada Pinga

Água de cana, alma de satanás,
Setenta capeta não faz o que a pinga faz,
Desce pinga o buraco sem fim,
E que não encontre Â"fíguaÂ" nem rim,
Aceita Â"estâmuÂ", que é leite.

A Â"marvadaÂ" pinga que corre nas veia,
Dissolve as tripa, sapeca o Â"estâmuÂ"
E dizima as lumbriga
E nesse ponto até que é bão
Mas tirando esse ponto a coisa é feia
Deixa a cara inchada e Â"vermeiaÂ"
Faz o homem dormir na escada da igreja
E não deixa ele entrar de vergonha.

(Uai entaum por quê que Â"ocêÂ" bebe sô?)

É que a Zenaide me largou
Não esqueço do cheiro e nem do sabor
Não esqueço o dia em que tudo começou
E pra parar com isso eu mergulho na pinga
Desse jeito que eu tô não vai sobrar mais nada
Pra contar história
E o pior é que não é nada disso que eu quero
Eu troquei a Zenaide por pinga

Marvada Pinga

Aguardiente, alma del diablo,
Setenta caipirinhas no hacen lo que hace la pinga,
Baja la pinga por el agujero sin fin,
Y que no encuentre hígado ni riñón,
Acepta el estómago, que es leche.

La maldita pinga que corre por las venas,
Disuelve las tripas, sacude el estómago,
Y diezma las lombrices,
Y en ese punto hasta que es bueno,
Pero quitando ese punto la cosa es fea,
Deja la cara hinchada y rojiza,
Hace que el hombre duerma en la escalera de la iglesia,
Y no lo deja entrar por vergüenza.

(¿Entonces por qué bebes tanto?)

Es que Zenaide me dejó,
No olvido su olor ni su sabor,
No olvido el día en que todo comenzó,
Y para parar con esto me sumerjo en la pinga,
De esta manera en la que estoy no va a quedar nada más
Para contar historias,
Y lo peor es que no es nada de lo que quiero,
Cambié a Zenaide por pinga