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Paranoia Melódica

Victor Marcellus

Paranoia Melódica

Jogado às moscas famintas de odor
Odeio os padrões éticos
Linhas melódicas finitas do amor
No meio dos ladrões céticos

Paranoia louca pega a nós nesses entrementes
Os sãos perdem o princípio pros doentes

Crave as unhas em mim e mate-me
Mas não cave o meu túmulo
Meu cão morde, mas não late
Absurdo, a ignorância é o cúmulo

Paranoia louca pega a nós nesses entrementes
Os sãos perdem o princípio pros doentes

Sinto meu verso podre, inchado
E o meu corpo puro de sujeira
Me arrepia a cabeça as pedras
Rolam do meu bolso a ladeira

Paranoia louca pega a nós nesses entrementes
Os sãos perdem o princípio pros doentes
Histeria louca pega a nós nesses entrementes
Os sãos perdem o princípio pros doentes

Paranoia Melódica

Jogado a las moscas hambrientas de olor
Odio los patrones éticos
Líneas melódicas finitas del amor
En medio de los ladrones cínicos

Paranoia loca nos atrapa en estos momentos
Los sanos pierden el rumbo ante los enfermos

Clava las uñas en mí y mátame
Pero no caves mi tumba
Mi perro muerde, pero no ladra
Absurdo, la ignorancia es el colmo

Paranoia loca nos atrapa en estos momentos
Los sanos pierden el rumbo ante los enfermos

Siento mi verso podrido, hinchado
Y mi cuerpo limpio de suciedad
Me eriza la cabeza las piedras
Rodando de mi bolsillo la ladera

Paranoia loca nos atrapa en estos momentos
Los sanos pierden el rumbo ante los enfermos
Histeria loca nos atrapa en estos momentos
Los sanos pierden el rumbo ante los enfermos

Escrita por: Lecão Arroyo