O campo é a vida na fé do campeiro
Galpão e potreiro, meu sustento na lida
Saudade e partida de um sonho primeiro
À luz de candeeiro na noite comprida
O tempo escasso, de segunda à domingo
No lombo do pingo, de Sol e mormaço
Em tudo o que faço, um poncho de abrigo
Um cusco amigo e o sustento do braço
Canto o campo e a vida que trago
Belezas do pago no verde de um manto
Sorriso e encanto que sorvo no amargo
Enquanto te afago na voz do meu canto
Minuano, garoa ou geada da buena
Contudo, se enfrena a potrada da boa
Costeando a lagoa na várzea pequena
No olhar da morena, o pensamento voa
Por isso, garanto a lida que tenho
O chão d'onde venho é mais do que santo
Se não fosse o campo, Rio Grande sureño
A pátria que eu tenho não teria o meu canto
Canto o campo e a vida que trago
Belezas do pago no verde de um manto
Sorriso e encanto que sorvo no amargo
Enquanto te afago na voz do meu canto
Canto o campo e a vida que trago
Belezas do pago no verde de um manto
Sorriso e encanto que sorvo no amargo
Enquanto te afago na voz do meu canto