Achados e perdidos
Nem proibido, nem autorizado
Nem aturdido, nem acostumado
Nem esquecido, nem lembrado
Nem aplaudido, nem vaiado
Nem tranqüilo, nem desesperado
Nem bandido, nem delegado
Nem odiado, nem amado
Nem certo, nem errado
O que resta de você
Quando acorda sem direção?
Perdido no convés...
Achado no porão!
Nem peso pena, nem peso pesado
Nem gago, nem articulado
Nem saibro, nem gramado
Nem seco, nem molhado
Nem livre, nem acorrentado
Nem demitido, nem aposentado
Nem vendido, nem comprado
Nem de pé e nem deitado
O que resta de você
Quando acorda sem direção?
Perdido no convés...
Achado no porão!
Nem aquecido e nem congelado
Nem batimentos pra provar que existe
Nem desenvolto, nem atrapalhado
Nem nada demais pra fazer!
O que resta de você
Quando acorda sem direção?
Perdido no convés...
Achado no porão!
Perdidos y encontrados
Ni prohibido, ni autorizado
Ni aturdido, ni acostumbrado
Ni olvidado, ni recordado
Ni aplaudido, ni abucheado
Ni tranquilo, ni desesperado
Ni bandido, ni policía
Ni odiado, ni amado
Ni correcto, ni incorrecto
¿Qué queda de ti
Cuando despiertas sin rumbo?
¡Perdido en la cubierta...
Encontrado en el sótano!
Ni peso pluma, ni peso pesado
Ni tartamudo, ni elocuente
Ni grava, ni césped
Ni seco, ni mojado
Ni libre, ni encadenado
Ni despedido, ni jubilado
Ni vendido, ni comprado
Ni de pie, ni acostado
¿Qué queda de ti
Cuando despiertas sin rumbo?
¡Perdido en la cubierta...
Encontrado en el sótano!
Ni calentado, ni congelado
Ni latidos para probar que existes
Ni desenvuelto, ni torpe
¡Nada más que hacer!
¿Qué queda de ti
Cuando despiertas sin rumbo?
¡Perdido en la cubierta...
Encontrado en el sótano!
Escrita por: Vinicius Castro