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Morro de la Corona

Vinícius Galant

Morro da Coroa

De pé espero o Sol queimar a raiz do cabelo
Uma linha atravessa o olhar do nosso entardecer
Os olhos refletir horizonte turvo
Azul e os tons do céu no teu castanho escuro

Pensando em coisas pra falar
Sem escolher muito bem
Sentir os fios enrolar
Ninguém precisa mais de nada

Por aqui
Nem de mim
Pensamentos quando vou dormir, sempre vêm
No alto do morro não vejo mais ninguém

Sinais de fumaça
Vapor de dois corpos frios
Tua estrela sinalizadora o céu engoliu
Trouxemos vinho
Manchando os dedos
A noite se avermelhar
Mas a Lua é branca como um véu

Por aqui nem você
Que aparece quando vou dormir
Sempre vem
Mas aqui você pula em direção ao céu

Morro de la Corona

De pie espero que el Sol queme la raíz del cabello
Una línea atraviesa la mirada de nuestro atardecer
Los ojos reflejan un horizonte turbio
Azul y los tonos del cielo en tu castaño oscuro

Pensando en cosas para hablar
Sin elegir muy bien
Sintiendo los mechones enroscarse
Nadie necesita más nada

Por aquí
Ni de mí
Pensamientos cuando me voy a dormir, siempre vienen
En la cima del morro ya no veo a nadie

Señales de humo
Vapor de dos cuerpos fríos
Tu estrella señalizadora el cielo se tragó
Trajimos vino
Manchando los dedos
La noche se torna rojiza
Pero la Luna es blanca como un velo

Por aquí ni tú
Que apareces cuando me voy a dormir
Siempre vienes
Pero aquí tú saltas hacia el cielo

Escrita por: Vinícius Galant