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Techos de París

Vitor Ramil

Telhados de Paris

Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito

O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar à sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti

Techos de París

Venta
Aquí se ve
Donde el arbolado inventa un ballet
Mientras invento aquí para mí
Un silencio sin fin
Dejando la rima así
Sin rencores, sin nada
Solo una ventana en cruz
Y un paisaje tan común
Techos de París
En casas viejas, mudas
En bloques que el engaño hizo aquí
Pero tiene en otoño una luz
Que acaricia esa dureza color tiza
Que vive al lado y parece otro país
Que me extraña pero no sabe si es feliz
Y no entiende cuando yo grito

El tiempo se fue
Hace tiempo que ya desistí
De los planes de aquel asalto
Y de versos rectos, correctos
El resto de la pasión, regué
Va a servir para nosotros
El dulce de la locura es tuyo, es mío
Para usar a solas
Tengo los ojos locos, locos, ya vi
Mis ojos locos, locos, están locos por ti

Escrita por: Nei Lisboa