Carta de um filho ao pai
Como é que vão teus temores?
Como andam suas dores?
Por pensar assim
Carta de um filho ao pai
Não te lembrarás do menino?
Que cresceu contigo lá atrás
Punido
Sem conhecê-lo jamais
Não conhecerás um caminho
Às vezes traçado sozinho
Tão longe daquele nosso velho cais, mas
Vês como mudam os demais?
Ao repensarem seus receios
Ao gritarem, sós, consigo
Sonegando o fim
Deste silêncio e ademais
Não sentirás a saudade?
Pois ser homem de verdade
É coisa pra deixar-se pra trás