Migalhas da Vida
Naquela esquina eu a vejo toda a noite
Fazendo charme com seu corpo atraente
Cada convite que lhe fazem ela sai
Vende seu corpo e ali volta novamente
Mesmo que eu queira afastá-la dessa vida
É impossível não lhe posso dar moral
Se ela vive nessa vida a culpa é minha
Covardemente lhe causei um grande mal
Recordo ainda a nossa primeira vez
O pedido que me fez pra nunca lhe abandonar
Infelizmente eu não tive consciência
Sem pensar nas consequências deixei de lhe procurar
E e eu
Transformei aquela inocente
Em uma malvada serpente
Que atrai quem passa por lá
E e eu
Reconheço tenho sido canalha
Deixei catando migalhas
Que a vida ingrata lhe dá
Migajas de la Vida
En esa esquina la veo todas las noches
Haciendo alarde con su cuerpo atractivo
Cada invitación que le hacen ella sale
Vende su cuerpo y vuelve allí nuevamente
Aunque quiera alejarla de esta vida
Es imposible, no puedo darle apoyo
Si vive en esta vida, la culpa es mía
Cobardemente le causé un gran daño
Recuerdo aún nuestra primera vez
La promesa que me hizo de nunca abandonarla
Lamentablemente, no tuve conciencia
Sin pensar en las consecuencias, dejé de buscarla
Y yo
Convertí a esa inocente
En una malvada serpiente
Que atrae a quien pasa por ahí
Y yo
Reconozco que he sido despreciable
La dejé buscando migajas
Que la vida ingrata le da
Escrita por: Décio De Oliveira / Peao Carreiro