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A DOM ÂNGELO

Volmir Coelho

Dom Ângelo bota a corda
Nesta doradilha guacha
Que a lida de Domador
É uma profissão sagrada
De regalo vai meu verso
Pela doma da gatiada
Dom Ângelo, bota a corda
Nesta doradilha guacha

Pra quem tem olhos de campo
Enxerga de tudo um pouco
Sempre em volta de potros
Levando alguma manotaço
Depois de sentar no basto
Fica manso e se esgalope
De me levar pro bolicho
Em dias de vento norte

Te agradeço, companheiro
Por mais esta gauchada
A gatiada tá domada
Fiquei loco de contente
Dá gosto até de se olhar
Nas rédeas se balançando
E atropelar campo a fora
No laço ficar cinchando
E atropelar campo a fora
No laço ficar cinchando

De sangue Moura, não nega
De Palmo tem procedência
Tem na estampa a querência
Sempre lidando com malos
Larga um e pega outro
E deixa de dançar no freio
Sem usar espora ou reio
Pra mostrar que tá domado

Dom Ângelo bota a corda
Nestas feras na mangueira
Saca pra fora no laço
Derruba e passe as maneias
De rédea e bocal no queixo
E a cachorrada dançando
No compasso da milonga
Vou te amadrinhar cantando

Te agradeço, companheiro
Por mais esta gauchada
A gateada, ta domada
Fiquei louco de contente
Dá gosto até de se olhar
Nas rédeas se balançando
De atropelar campo à fora
No laço ficar cinchando

Dom Ângelo bota corda
Nestas feras na mangueira
Dom Ângelo bota corda
Nestas feras na mangueira

Escrita por: Volmir Coelho