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Jorgina (Georgina)

Valdomiro e Valdemar

Jorgina (Georgina)

Negociando com um fazendeiro
Eu vendi minhas vaca turina
E comprei um bão carro de luxo
Sei que fiz um negócio da China

Eu comprei já de prevenção
Pra roubar a mineira Jorgina
O pai dela é um mineiro orguioso
E por isso nós dois não combina

Eu mandei encher bem o tanque
E parti pro estado de Minas
Eu saí com o pé na gasolina
E a mão na buzina cortando neblina

Chegando naquela cidade
Encostei meu carro na oficina
E mandei calibrar os pneu
E também examinar a buzina

Nas quatro porta do carro
Eu mandei colocar cortina
Essa dona é muito delicada
Em seu corpo só tem joia fina

Eu nunca roubei uma moça
Mas o amor da gente ensina
Encostei o carro na esquina
Roubei a Jorgina e saí na surdina

Nós saimo cortando os ataio
O meu carro novo não patina
Já estava em noventa por hora
Mas eu ia carcando a buzina

Fui deixando o estado mineiro
E os rios de águas cristalina
Nós saimo pro mundo rodando
Duas armas que se destina

Mas o sono pegô nós na estrada
Adormeceu minha linda menina
Encostei o carro nas campina
Baixei as cortina e beijei a Jorgina

O pai dela é um mineiro valente
Pra fazer as coisa não imagina
Reuniu sua peonada
Trouxe peão até de Adamantina

Ele fica sempre de tocaia
Esperando naquelas colina
Se nós dois encontrar pela estrada
Vai ficar bem feia a rotina

Bem embora ele seja meu sogro
Mas eu toco meu carro por cima
Não respeito sua carabina
Somente a Jorgina é quem me domina

Jorgina (Georgina)

Negociando con un granjero
Vendí mis vacas turinas
Y compré un buen auto de lujo
Sé que hice un negocio redondo

Lo compré como precaución
Para robar a la minera Jorgina
Su padre es un minero orgulloso
Y por eso nosotros dos no encajamos

Llené bien el tanque
Y partí hacia el estado de Minas
Salí con el pie en el acelerador
Y la mano en la bocina cortando la neblina

Al llegar a esa ciudad
Aparqué mi auto en el taller
Y mandé a calibrar los neumáticos
Y también a revisar la bocina

En las cuatro puertas del auto
Mandé a poner cortinas
Esta dama es muy delicada
En su cuerpo solo hay joyas finas

Nunca robé a una chica
Pero el amor nos enseña
Aparqué el auto en la esquina
Robé a Jorgina y me fui en silencio

Salimos cortando los atajos
Mi auto nuevo no patina
Ya íbamos a noventa por hora
Pero seguía tocando la bocina

Dejé el estado minero atrás
Y los ríos de aguas cristalinas
Salimos al mundo rodando
Dos almas destinadas

Pero el sueño nos alcanzó en la carretera
Mi linda niña se durmió
Aparqué el auto en el campo
Bajé las cortinas y besé a Jorgina

Su padre es un minero valiente
Para hacer las cosas no te imaginas
Reunió a su peonada
Trajo peones incluso de Adamantina

Siempre está al acecho
Esperando en esas colinas
Si nos encontramos en la carretera
La rutina se pondrá fea

Aunque sea mi suegro
Sigo adelante con mi auto
No respeto su carabina
Solo Jorgina es quien me domina

Escrita por: Moacyr dos Santos / Sulino / Teddy Vieira