Não é Gaúcho Quem Não Gosta de Cavalo
Me criei numa canhada lá no fundo da estância
Sufocando a própria ânsia da minha vida campeira
Lidando a semana inteira prá cumprir minha jornada
Pulando de madrugada antes de romper a aurora
Eu saía campo fora pra recolher a manada
(Junto com minha tropilha que um por um embuçalo
E me entende quando falo, esta potrada de luxo
Por certo não é gaúcho quem não gostar de cavalo)
Lidando com gado brabo potro xucro e redomão
Maneia e buçal na mão um par de rédeas e bocal
Puxando queixo de baqual fui crescendo acostumado
E algum turuno extraviado nunca me escapou do laço
São os serviços que faço bem assim que fui criado
( )
Por gostar da lida bruta me apelidaram nativo
Deste jeitão que eu vivo do campo eu não me afasto
Enforquilhado nos bastos vou cumprindo a minha sina
Sei que esta vida termina tenho certeza que morro
Se faltar pingo e cachorro rodeio fandango e china
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No es Gaucho quien no le gusta el caballo
Me crié en una pajita al final del complejo
Asfixiando el anhelo de mi vida campeona
Tratando toda la semana para cumplir mi viaje
Saltando al amanecer antes de romper el amanecer
Saldría al campo a recoger la manada
(Junto con mi tropila que una por una incrustación
Y me entiendes cuando hablo, esta potranca de lujo
Seguramente no es gaucho que no le gusta el caballo)
Tratar con ganado brabo colt xucro y domão
Mango y boquilla en la mano un par de riendas y boquilla
Tirando de la barbilla de baqual me acostumbré
Y un turuno equivocado nunca me escapó de la soga
Estos son los servicios que hago bien una vez que fui criado
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Para el gusto de la cruda leer me apodó nativo
De esta manera vivo del campo no me voy
Colgando de los murciélagos cumpliré mi destino
Sé que esta vida termina Estoy seguro de que muero
Si te pierdes pingo y perro rodeo fandango y china
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Escrita por: Figueiró / Getulio Silva / Walter Morais