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Malunga Léa – Rapsódia de Uma Deusa Negra

Wander Pires

Laroyê! Bate três vezes
É mojubá! A deusa negra é ela!
A filha de Oxumarê
Que traz no sangue a força da mulher
Pisa forte nesse chão
Afirmando seu lugar
Pra fazer revolução
Seu direito conquistar
Nosso povo entra em cena
A arte nunca pode se render
Ecoa a voz do nascimento
Orfeu sobe o morro pra vencer!

Lerê! Lerê! Lerererere!
Lerê! Lerê! Lerererere!
A guerreira no quilombo fez valer o seu papel
Sob a luz das yabás, todo preto vai pro céu!

Consagração, da negritude
Resiste entre tantos personagens
A pele preta é armadura
No palco, expressão de liberdade
Evoé, mulher!
Igual a ti eu nunca vi
Você ainda está aqui
Pra sempre, presente!
É sua coroação
Protagonista no meu pavilhão

Ó! Malunga é!
Malunga, Léa! Arroboboi
Toca o bravum com ancestralidade
No terreiro Mocidade!

Escrita por: Fabio Gonçalves, Marcio André, Fabiano Sorriso, Marcos Vinícius, Salgado Luz, Mingauzinho, Lucas Donato, Aquiles da Vila, Tomageski, Fabian Juarez, Chico Maia, Ph do Cavaco