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Navajas, Corazones y Despedidas

Wander Wildner

Canivetes, Corações E Despedidas

Se é pra descascar o rótulo da garrafa de cerveja sobre a mesa
Só pra me irritar e dizer que está tudo bem
Esse perfume arrogante e prepotente sobre o oxigênio não te faz um gênio
Eu não preciso esfregar a garrafa pra saber o que ela tem
E meus três desejos se diluem numa noite estranha e mal temperada
A minha úlcera gritava, dizendo: Esse caminho é uma roubada

Mas como lá fora chove canivetes, corações e despedidas
Eu fico com as bebidas, a janela é minha amiga eu vejo o dia passar
E o ar do esquecimento que preenche o quarto desse hotel barato e fedido
É ouvido a muitas milhas de distância nas esquinas da BR, e nos brechós
E o ar que esse posto de gasolina espalhou na cidade
Me fará voltar e voltar e voltar
Me fará voltar e voltar e voltar

Mas como lá fora chove canivetes, corações e despedidas
Eu fico com as bebidas, a janela é minha amiga eu vejo o dia passar

Navajas, Corazones y Despedidas

Si es para pelar la etiqueta de la botella de cerveza en la mesa
Solo para enojarme y decir que está bien
Este arrogante y dominante aroma de oxígeno no te convierte en un genio
No necesito frotar la botella para saber qué tiene
Y mis tres deseos se desvanecen en una noche extraña y malhumorada
Mi úlcera gritó, de esta manera es un robo

Pero a medida que llueve, cuchillos, corazones y despedidas
Consigo las bebidas, la ventana es mi amiga, veo pasar el día
Y el aire de olvido que llena la habitación de este hotel barato y maloliente
Se escucha a muchas millas de distancia en las esquinas de BR y en tiendas de segunda mano
Y el aire que esta estación de servicio se ha extendido por la ciudad
Hazme volver y volver y volver
Hazme volver y volver y volver

Pero a medida que llueve, cuchillos, corazones y despedidas
Consigo las bebidas, la ventana es mi amiga, veo pasar el día

Escrita por: Gustavo Kaly