Engrenagem
Eu acordo de manhã não vejo novas no jornal
É preto e branco etcetera e tal
Já não engulo essa rotina matutina
Que me consome em agonia
Eu vou pegar minhas malas e sair desta cidade
Vou em busca de diversidade
Em cada olhar um pulsar banal
Eu dobro a esquina e vejo uma máquina
Engrenagem por engrenagem construímos algo
Que de tão sólido se torna solidão
Engranaje
Me levanto por la mañana y no veo noticias en el periódico
Es en blanco y negro, etcétera y demás
Ya no trago esa rutina matutina
Que me consume en agonía
Voy a tomar mis maletas y salir de esta ciudad
En busca de diversidad
En cada mirada un latir banal
Doy la vuelta en la esquina y veo una máquina
Engranaje por engranaje construimos algo
Que se vuelve tan sólido que se convierte en soledad
Escrita por: Danilo Varanda