(in)sanidade
E amanheceu!
E nesse instante, não me reconheci
Cortejei a insanidade. Fiz dela minha realidade
Nas minhas paredes fechadas fiz o que me deu vontade
Mas de repente o sol nasceu
Eu quero meu gole da loucura em dose dupla
Desce pela garganta soltando minhas verdades ocultas
Meu livre-arbítrio sem rotina
Insano é quem faz o mesmo todo dia
E a luz do sol trouxe consigo a minha lucidez
E a clareza me encarou mais uma vez
Quando eu vi o portão aberto, todo escancarado
Eu me senti tão fraco
Eu me senti trancado
Eu não entendo a sanidade
Que nunca me abraçou
Agora vem e leva
Tudo o que me restou
Um lapso momentâneo de razão
Mostrou a tristeza e agonia de estar são
E ele sai por onde entrou
Já cansou de ouvir
As suas versões de salvação
Não preciso de um remédio
Que me faça acreditar
Que a minha história acabou
E a consciência morreu!
E ele sai por onde entrou
Já cansou de ouvir
As suas versões de salvação
Não preciso de um remédio
Que me faça acreditar
Que a minha história
... Acabou.
(in)sanidad
¡Y amaneció!
En ese momento, no me reconocí
Cortejé la insanidad. La hice mi realidad
En mis paredes cerradas hice lo que quise
Pero de repente salió el sol
Quiero mi trago de locura a doble dosis
Bajando por mi garganta, soltando mis verdades ocultas
Mi libre albedrío sin rutina
Insano es quien hace lo mismo todos los días
Y la luz del sol trajo consigo mi lucidez
Y la claridad me enfrentó una vez más
Cuando vi la puerta abierta, completamente abierta
Me sentí tan débil
Me sentí encerrado
No entiendo la sanidad
Que nunca me abrazó
Ahora viene y se lleva
Todo lo que me quedaba
Un lapsus momentáneo de razón
Mostró la tristeza y agonía de estar cuerdo
Y él sale por donde entró
Ya se cansó de escuchar
Sus versiones de salvación
No necesito un medicamento
Que me haga creer
Que mi historia ha terminado
¡Y la conciencia murió!
Y él sale por donde entró
Ya se cansó de escuchar
Sus versiones de salvación
No necesito un medicamento
Que me haga creer
Que mi historia
... Terminó.