Eu bem-te-vi que sofreu canarinho
Com a dor do beija-flor sem jardim
Catatau já não canta, nem encanta
E o uirapuru em silêncio sem fim
A vida grita pra sobre-viver
Ninguém acorda pra morte da vida
Nós vivemos e a natureza morre
Nós dormimos e a natureza grita
Bendito o verbo que criou as palavras
E as cores mais belas da natureza
Bendito o verbo que criou as cascatas
Os campos, as flores e as borboletas
Deus criara a natureza primeiro
Sabia que precisávamos dela
Pediu: Não toquem na árvore do meio
Tocamos em toda árvore da terra
Destruímos a nós mesmos em tudo
Queimamos o fruto e passamos fome
Temos semeado cinzas no mundo
Reflorestemos os passos do homem
Preservemos, nós, o planeta azul
Com atitudes e palavras verdes
Não lutemos sós, somos todos um
E estamos deitados na mesma rede
Plantemos palavras verdes
E preservemos a vida
E não façamos da terra
Terra sem forma e vazia