Datilógrafa
De manhã, no mesmo bonde
Você vem, não sei de onde,
Para o escritório cruel
Onde a máquina lhe espera
E você se desespera
Para dar vida ao papel.
Datilógrafa querida
Eu queria ser borracha
Pra seus erros apagar...
Datilógrafa querida
Eu queria ser patrão
Pra você não trabalhar.
Datilógrafa querida
Você tem na minha vida
Emprego de mais valor
Venha escrever, eu lhe peço
Sem erro e sem retrocesso,
A história do nosso amor.
Mecanógrafa
Por la mañana, en el mismo tranvía
Vienes, no sé de dónde,
Hacia la oficina cruel
Donde la máquina te espera
Y te desesperas
Para dar vida al papel.
Mecanógrafa querida
Quisiera ser goma
Para borrar tus errores...
Mecanógrafa querida
Quisiera ser jefe
Para que no trabajes.
Mecanógrafa querida
Tienes en mi vida
Un empleo de más valor
Ven a escribir, te lo pido
Sin error y sin retroceso,
La historia de nuestro amor.
Escrita por: Jorge Faraj / Wilson Batista