Acertei no Milhar
- Etelvina, minha filha!
- Que há, Jorginho?
- Acertei no milhar
Ganhei 500 contos
Não vou mais trabalhar
E me dê toda a roupa velha aos pobres
E a mobília podemos quebrar
Isto é pra já
Passe pra cá
Etelvina
Vai ter outra lua-de-mel
Você vai ser madame
Vai morar num grande hotel
Eu vou comprar um nome não sei onde
De marquês, Dom Jorge Veiga, de Visconde
Um professor de francês, mon amour
Eu vou trocar seu nome
Pra madame Pompadour
Até que enfim agora eu sou feliz
Vou percorrer Europa toda até Paris
E nossos filhos, hein?
- Oh, que inferno!
Eu vou pô-los num colégio interno
Telefongone pro Mané do armazém
Porque não quero ficar
Devendo nada a ninguém
E vou comprar um avião azul
Pra percorrer a América do Sul
Aí de repente, mas de repente
Etelvina me chamou
Está na hora do basquente
Etelvina me acordou
Foi um sonho, minha gente
Acertei no Milhar
- ¡Etelvina, mi hija!
- ¿Qué pasa, Jorginho?
- Acerté en el número ganador de la lotería
Gané 500 mil reales
Ya no voy a trabajar más
Y dame toda la ropa vieja para los pobres
Y los muebles los podemos destrozar
Esto se hace ya
Pásamelos
Etelvina
Tendrás otra luna de miel
Serás una dama
Vivirás en un gran hotel
Compraré un título nobiliario, no sé dónde
De marqués, Don Jorge Veiga, de Vizconde
Un profesor de francés, mon amour
Cambiaré tu nombre
A Madame Pompadour
Por fin ahora soy feliz
Recorreré toda Europa hasta París
¿Y nuestros hijos, eh?
- ¡Oh, qué infierno!
Los pondré en un internado
Llamaré a Mané de la tienda
Porque no quiero deberle nada a nadie
Y compraré un avión azul
Para recorrer América del Sur
Y de repente, pero de repente
Etelvina me llamó
Es hora de desayunar
Etelvina me despertó
Fue un sueño, gente
Escrita por: Geraldo Pereira / Wilson Batista