395px

Candongueiro

Wilson Moreira

Candongueiro

Eu vou me imbora, pra Minas Gerais agora.
Eu vou pela estrada a fora, tocando meu candongueiro, oi.
Eu sou de Angola, bisneto de quilombola
Não tive e não tenho escola, mas tenho meu candongueiro.
No cativeiro, quando estava capiongo, meu avô cantava jongo, pra
poder segurar, oi.
A escravaria quando ouvia o candongueiro,
Vinha logo pro terreiro, para saracotear

Refrão: Meu candongueiro, bate jongo dia e noite.
Só não bate quando o açoite quer mandar ele bater, oi
Também não bate, quando seu dinheiro manda, isto aqui não é
quitanda pra pagar e receber.
Meu candongueiro tem mania de demanda.
Quem não é da minha banda, pode logo debandar, oi.
Pra vir comigo tem que ser bom companheiro, ser sincero e
verdadeiro, pra poder me acompanhar

Candongueiro

Me voy para Minas Gerais ahora
Por la carretera voy, tocando mi candongueiro, oi
Soy de Angola, bisnieto de quilombola
No tuve ni tengo escuela, pero tengo mi candongueiro
En el cautiverio, cuando estaba capiongo, mi abuelo cantaba jongo, para poder resistir, oi
La esclavitud cuando escuchaba el candongueiro
Venía rápido al patio, para bailar

Coro: Mi candongueiro, toca jongo día y noche
Solo no toca cuando el látigo quiere que lo haga, oi
Tampoco toca cuando tu dinero manda, esto no es una tienda para pagar y recibir
Mi candongueiro tiene la costumbre de la demanda
Quien no es de mi banda, puede irse de inmediato, oi
Para venir conmigo tiene que ser buen compañero, ser sincero y verdadero, para poder seguirme

Escrita por: Nei Lopes / Wilson Moreira