Meu Sublime Torrão / Ave de Prata (part. Quinteto da Paraíba)
Paraíba hospitaleira
Morena brasileira
Do meu coração!
É muito mais do que muito
Muito mais do que quantos anos todos piorei
É muito mais do que mata
Muito mais do que morrem todos pela planta do pé
É muito mais do que fera
Mais do que bicho quando quer procriar
Uma espécie, sementes da água, mistérios da luz
É muito mais do que antes
Mais do que vinte anos multiplicar
Dividir a mentira entre cabelos, olhos e furacões
Inventar objetos pela esfinge quando era mulher
Ave de prata
Veneno de fogo
Vaga-lume do mar
O mar que se acaba na areia
Gemidos da terra apoiados no chão
Entre todos que usam os dentes do arpão
Apoiados em cada parede pela mão
Pela mão que criou tantas trevas e luz
E cada coisa perdida
Perdidamente pode se apaixonar
Pela última vida
Poucos amigos hão de te procurar
Como é o silêncio?
E nesse momento tudo deve calar numa história
Que venha do povo o juízo final
O mar que se acaba na areia
Gemidos da terra apoiados no chão
Entre todos que usam os dentes do arpão
Apoiados em cada parede pela mão
Pela mão que criou tantas trevas e luz
Mi Tierra Sublime / Pájaro de Plata (con Quinteto de Paraíba)
Paraíba hospitalaria
morena brasileña
¡De mi corazón!
Es mucho más que mucho
Mucho más de cuantos años he ido empeorando
Es mucho más que simplemente matar
Mucho más que todos mueren por la planta del pie
Es mucho más que una bestia
Más que un animal cuando quiere procrear
Una especie, semillas de agua, misterios de luz
Es mucho más que antes
Más de veinte años se multiplican
Dividiendo la mentira entre cabello, ojos y huracanes
Inventando objetos por la esfinge cuando era mujer
pájaro plateado
veneno de fuego
Luciérnaga marina
El mar que termina en la arena
Gemidos de la tierra que descansan sobre el suelo
Entre todos los que usan los dientes del arpón
Apoyándose en cada pared con la mano
Por la mano que creó tanta oscuridad y luz
Y todo se perdió
Puedes enamorarte perdidamente
Para la última vida
Pocos amigos te buscarán
¿Cómo es el silencio?
Y en ese momento todo debe ser silenciado en una historia
Que el juicio final venga del pueblo
El mar que termina en la arena
Gemidos de la tierra que descansan sobre el suelo
Entre todos los que usan los dientes del arpón
Apoyándose en cada pared con la mano
Por la mano que creó tanta oscuridad y luz
Escrita por: Genivaldo Macedo / Zé Ramalho