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Morador de este 24 Bajo

Xirú Missioneiro

Moro Dentro Desta 24 Baixo

(Este meu pago é tão bueno, querência que me consagra
e o mundo será pequeno pra eu cantar São Luiz Gonzaga)

Venho de um pago jesuíta da onde brota o capim
Pois meu canto cheira campo sai do oco do cupim
Trago a vida nas espora e a fibra no barbicacho
E a alma cravada dentro desta vinte e quatro baixo

Quem vem da minha querência não que eu queira me exibir
Tem um tanto de Jaime Braun e de Dom Noel Guarany
Um timbre de Pedro Ortaça respondo pra quem indaga
Não é atoa choumisco que eu sou de São Luiz Gonzaga

Até minhas pilchas surrada vem catingando à fumaça
Das queimaduras de laço que me queimaram a carcaça
Esta vaneira cuiúda que berra em cada botão
É que nem tropa murruda vem empurrando o garrão

Quem vem da minha querência não que eu queira me exibir
Tem um tanto de Jaime Braun e de Dom Noel Guarany
Um timbre de Pedro Ortaça respondo pra quem indaga
Não é atoa choumisco que eu sou de São Luiz Gonzaga

E esta cantiga aporreada do meu jeitão de xirú
Vem da terra colorada de são Sepé Tiaraju
E esta templa abagualada que este meu canto sustenta
É como foia de adaga não quebra e nem arrebenta
Quem vem da minha querência não que eu queira me exibir
Tem um tanto de Jaime Braun e de Dom Noel Guarany
Um timbre de Pedro Ortaça respondo pra quem indaga
Não é atoa choumisco que eu sou de São Luiz Gonzaga

Venho de um pago jesuíta da onde brota o capim
Pois meu canto cheira campo sai do oco do cupim
Trago a vida nas espora e a fibra no barbicacho
Por isso que eu moro dentro desta vinte e quatro baixo

Quem vem da minha querência não que eu queira me exibir
Tem um tanto de Jaime Braun e de Dom Noel Guarany
Um timbre de Pedro Ortaça respondo pra quem indaga
Não é atoa choumisco que eu sou de São Luiz Gonzaga

(E esta fibra que ostento, herdei do meu pago guaxo
venho do bojo dos tempo deste meu Rio Grande macho
e é por isso que eu moro dentro desta vinte e quatro baixo)

Morador de este 24 Bajo

(Este pago mío es tan bueno, la querencia que me consagra
y el mundo será pequeño para que cante a São Luiz Gonzaga)

Vengo de un pago jesuita de donde brota el pasto
Porque mi canto huele a campo sale del hueco del comején
Traigo la vida en las espuelas y la fibra en el barbicacho
Y el alma clavada dentro de este veinticuatro bajo

Quien viene de mi querencia no es que quiera presumir
Tiene un poco de Jaime Braun y de Don Noel Guarany
Un timbre de Pedro Ortaça respondo a quien pregunta
No es en vano choumisco que soy de São Luiz Gonzaga

Hasta mis pilchas desgastadas vienen oliendo a humo
De las quemaduras de lazo que me chamuscaron la carcasa
Esta vaneira ruidosa que grita en cada botón
Es como tropa terca que viene empujando el trasero

Quien viene de mi querencia no es que quiera presumir
Tiene un poco de Jaime Braun y de Don Noel Guarany
Un timbre de Pedro Ortaça respondo a quien pregunta
No es en vano choumisco que soy de São Luiz Gonzaga

Y esta canción aporreada con mi estilo de gaucho
Viene de la tierra colorada de San Sepé Tiaraju
Y esta templete abagualada que sostiene mi canto
Es como hoja de daga que no se rompe ni se quiebra
Quien viene de mi querencia no es que quiera presumir
Tiene un poco de Jaime Braun y de Don Noel Guarany
Un timbre de Pedro Ortaça respondo a quien pregunta
No es en vano choumisco que soy de São Luiz Gonzaga

Vengo de un pago jesuita de donde brota el pasto
Porque mi canto huele a campo sale del hueco del comején
Traigo la vida en las espuelas y la fibra en el barbicacho
Por eso es que vivo dentro de este veinticuatro bajo

Quien viene de mi querencia no es que quiera presumir
Tiene un poco de Jaime Braun y de Don Noel Guarany
Un timbre de Pedro Ortaça respondo a quien pregunta
No es en vano choumisco que soy de São Luiz Gonzaga

(Y esta fibra que ostento, heredé de mi pago guacho
vengo del seno de los tiempos de este mi Rio Grande macho
y es por eso que vivo dentro de este veinticuatro bajo)

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