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Aribé I

Cidade Dormitório

Aribé I

As escadas nos escondem e fazia um tempo
Que eu não me sentia tão bem
Parado em um corredor
Nas cidades os tons agudos exaltam o novo popular
E aquilo que tu disse sobre ser bom de escutar na rede com uma dose é um disco
Que pinga a parafina que cai na mão do meu menino

As poucas redes que deitei e o sertão que nunca vivi
Versões que ainda passam como brisa leve pelos ouvidos nos pontos de gente
Nas casas, nos prédios ou no rádio do carro
Nas vitrolas digitais e no quintal cheio de tralhas
Onde um dia o meu avô repousava
E onde o meu corpo cai

Aribé I

The stairs hide us and it had been a while
Since I didn't feel so good
Standing in a hallway
In the city the high shades exalt the new popular
And that thing you said about being good to listen on the hammock with a shot and a record
That drips the paraffin that falls on my boy's hand

The few hammocks I laid down and the countryside I never lived
Versions that still pass like a light breeze through the ears of some people
In houses, buildings or on the car radio
On digital record players and in the backyard full of junk
Where my grandfather once rested
And where my body falls

Escrita por: Yves Deluc