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Já era, mano

Cidade Dormitório

As ruínas do morro da Serra Pelada
Sumiram de vez, ruíram de novo

Dessa vez eu sei
Quem foi o trator que tentou
Dar cabo de vocês
Transtornar, consumir, roer

Kamikazes de sofá a louvar a inovação
A inovação

Como um anjo de asas de titânio
Que pousa a mão em teu ombro e diz
'Já era, mano, passa tudo que tu tem'
Mas sossega, depois tem cashback também

Com juros, sem seguro
E cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto arte
Pra você se distrair
Sem seguro
E cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto arte
Pra você se distrair
Pra você
E cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto, cripto arte

Escrita por: Yves Deluc