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Dialecto

Zander

Dialeto

Não vou te machucar
Mais do que já fiz
Na nossa coleção
Já não cabe outra cicatriz
E é tão difícil quando eu deito só
E não sei como agir
As coisas que a gente automatizou

Não parecem mais
Vir com precisão
E eu parei de insistir
Desculpe então!
Você merece o mundo
E eu talvez não

Armários e gavetas sem
Nada seu pra guardar
É tão estranho como as coisas
Mudam, sem avisar
Se é tão difícil me tirar de casa
Eu não sei, Mas prefiro assim
Os dialetos que a gente inventou

Não parecem mais
Vir com precisão
E eu parei de insistir
Desculpe então!
Você merece o mundo
E eu talvez não

Se o tempo nos fizer melhor
E somarmos juntos
Sem nos diminuir
Calados nos comunicar
Do jeito que a gente sempre fez
E em algum momento se esqueceu
De fazer

Dialecto

No voy a lastimarte
Más de lo que ya lo hice
En nuestra colección
Ya no cabe otra cicatriz
Y es tan difícil cuando me acuesto solo
Y no sé cómo actuar
Las cosas que automatizamos

Ya no parecen
Venir con precisión
Y dejé de insistir
¡Disculpa entonces!
Tú mereces el mundo
Y yo tal vez no

Armarios y cajones sin
Nada tuyo que guardar
Es tan extraño cómo las cosas
Cambian, sin avisar
Si es tan difícil sacarme de casa
No lo sé, pero prefiero así
Los dialectos que inventamos

Ya no parecen
Venir con precisión
Y dejé de insistir
¡Disculpa entonces!
Tú mereces el mundo
Y yo tal vez no

Si el tiempo nos hace mejores
Y sumamos juntos
Sin restarnos
Callados nos comunicamos
Como siempre lo hicimos
Y en algún momento olvidamos
Hacer

Escrita por: Gabriel Zander