Desalento (part. Lucas Silveira)
Dizer
Que dói por ter sofrido tudo que eu vi aqui
Sem me mexer
Sem ter
O impulso necessário pra me levantar
Desse lugar
Onde eu fiz
O que eu podia pra não sumir
Onde eu fui
Um desalento estendido no chão
Vem ver
Que o som de quando quebra
O que restou de ti não vibra mais
Por ser
A força necessária pra me importar
E nem voltar
Onde eu fiz
O que eu podia pra não sumir
Onde eu fui
Um desalento estendido no chão
E ainda é cedo, você diz
E ainda é cedo pra quem?
Talvez seja tarde
Mas não perco mais o tempo que eu não vi
Não quero a metade
Quero tudo que levou de mim
Se fosse vaidade
Eu não teria ido até o fim
Que seja verdade
Ou não se atreva a vir
Tão perto assim
Anular, não se trata de confortar
Quem não teria mentido?
E quem disse que não há nada a temer?
Me vi tremendo por dentro
Vem cá e me diz que vai passar
Deixa eu ficar mais um tempo?
Prometo não atrapalhar
A solidão é o abrigo do medo
Desaliento (part. Lucas Silveira)
Decir
Que duele haber sufrido todo lo que vi aquí
Sin moverme
Sin tener
El impulso necesario para levantarme
De este lugar
Donde hice
Lo que pude para no desaparecer
Donde fui
Un desaliento extendido en el suelo
Ven a ver
Que el sonido al romperse
Lo que quedó de ti ya no vibra más
Por ser
La fuerza necesaria para preocuparme
Y no volver
Donde hice
Lo que pude para no desaparecer
Donde fui
Un desaliento extendido en el suelo
Y aún es temprano, dices
¿Y temprano para quién?
Tal vez sea tarde
Pero ya no pierdo el tiempo que no vi
No quiero la mitad
Quiero todo lo que se llevó de mí
Si fuera vanidad
No habría llegado hasta el final
Que sea verdad
O no te atrevas a venir
Tan cerca así
Anular, no se trata de consolar
¿Quién no habría mentido?
¿Y quién dijo que no hay nada que temer?
Me vi temblando por dentro
Ven aquí y dime que pasará
¿Déjame quedarme un poco más?
Prometo no molestar
La soledad es el refugio del miedo
Escrita por: Carlos Fermentão / Gabriel Arbex / Gabriel Zander Bil / Lucas Silveira / Marcelo Malni