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Maníaco Naggot

Zé Barth

Marreco Maníaco

Esse tarado sem vergonha já estou pensei em lhe matar
Não sei se é de raiva ou inveja mas isso não da pra aturar
Não respeita sua parceira que sempre vive a lhe amar
E quando ele está com ela pra outras não para de olhar
Pega as vizinhas em sua frente coitada tem que se calar
Assiste tudo e fica quieta só esperando ele voltar

Eu que tenho a minha parceira eu sou só dela ela é só minha
E se eu der um pulinho fora já puxa o facão da bainha
A lei é ter só uma parceira não posso olhar pras vizinhas
Com ele é bem diferente pois não perdoa nem galinhas
Mal se acorda sai bem doido querendo estuprar as novinha
As mães tem que ficar vigiando e defendendo as coitadinhas

Hoje de manhã sai pegando patas galinhas até jacú
Também pegou na vizinhança no mato pegou até tatu
Foi pra um campo de futebol deitou no chão bem sururu
Eu cheguei perto e lhe falei até que enfim eu achei tu
Me olhando deu uma piscada e disse: Vai embora, xirú
Estou me fingindo de morto porque quero comer urubu

Maníaco Naggot

Este pervertido desvergonzado que ya he pensado en matarte
No sé si es ira o celos, pero no puedo soportarlo
No respetas a tu pareja que siempre vive para amarte
Y cuando esté con ella por los demás, no dejará de buscar
Atrapa a los vecinos delante de ti, la pobre tiene que callarse
Miras todo y te quedas quieto esperando que vuelva

Yo soy el que está con mi compañero. Sólo soy de ella. Ella es mía
Y si salto, saca el machete de la vaina
La ley es tener un socio. No puedo mirar a los vecinos
Es muy diferente con él porque ni siquiera perdona a las gallinas
Tan pronto como te despiertas, te vuelves loco buscando violar a los jóvenes
Las madres tienen que vigilar y defender a los pobres

Esta mañana sale pescando gallinas patas hasta jacú
También atrapado en el barrio en los arbustos recogido armadillo
Fue a un campo de fútbol, se acostó en el suelo
Me acerqué y le dije al fin que te encontré
Mirándome, guiñó un ojo y dijo: «Vete, Xiru
Me estoy haciendo el muerto porque quiero comer buitres

Escrita por: ZÉ BARTH