Violeiro Disposto
Quando eu pego a viola de pau de candeia
Meu peito se abre, meu dedo ponteia
Eu já sinto meu sangue fervendo na veia
Coração ingrato comigo pranteia
Quando eu chego na festa que o povo arrodeia
As mocinhas suspira, as casadas proseia
No meio do povo as moça me campeia
Na minha chegada rojão bombardeia
Quando eu bato a viola os violeiro raleia
Já fica com a purga por detrás da oreia
Violeiro de fama eu amarro na peia
Eu faço é ficar é no pé da correia
Quando eu bato catira tudo balanceia
O assoaio estremece, cai caco de teia
Cantador invejoso comigo bambeia
No braço da viola ninguém não me enleia
E pra certos violeiro que muito papeia
Vai nosso endereço, quem quiser que leia
Esses violeirinho que só garganteia
Pode vir aos monte, ninguém dá pareia
Só se vem meus ouvintes que nos apreceia
Falar e não ser é coisa muito feia
Sei que o nosso dueto é um enxame de abeia
Me aponte um violeiro que não garganteia
Cantor de viola dispuesto
Cuando agarro la viola de palo de candelero
Mi pecho se abre, mis dedos pulsan
Ya siento mi sangre hirviendo en la vena
Mi ingrato corazón llora conmigo
Cuando llego a la fiesta que la gente rodea
Las chicas suspiran, las casadas charlan
En medio de la multitud las chicas me miran
En mi llegada los fuegos artificiales estallan
Cuando toco la viola los otros violeteros se dispersan
Ya se les pone la piel de gallina detrás de las orejas
A los violeteros famosos los ato con la cuerda
Lo que hago es dejarlos en el suelo
Cuando canto la catira todo se estremece
El asombro se siente, caen telarañas
El cantor envidioso vacila conmigo
En el brazo de la viola nadie me engaña
Y para ciertos violeteros que hablan mucho
Les dejo nuestra dirección, que lo lea quien quiera
Esos violeirinhos que solo hablan
Pueden venir en manada, nadie nos iguala
Solo vienen mis oyentes que nos aprecian
Hablar y no ser es algo muy feo
Sé que nuestro dúo es un enjambre de abejas
Dime un violetero que no hable mucho
Escrita por: Carreirinho / Jose Fortuna