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Campesino Sertanejo

Zé Garoto e Timboré

Caboclo Sertanejo

Sou caboclo sertanejo
Hoje vivo na cidade
Duvido quem foi da roça
E de lá não tem saudade

A primeira namorada
Ou talvez da amizade
E do franguinho caipira
É gostoso de verdade
Da enxada até que não
Mas do grande farturão
Que lá tem a vontade

A saudade da lavoura
Me atormenta toda hora
Eu só não sinto paixão
De quem feriu minhas mãos
Da enxada eu tô fora

Deitado na minha cama
Às vez fico relembrando
As festas de Santos Reis
Que se faz no fim do ano

Mangueirão cheio de porco
Muitas frutas madurando
Na cidade é correria
Mas estou acostumando
Enxada não quero mais
E também voltar pra trás
Está fora dos meus planos

A saudade da lavoura
Me atormenta toda hora
Eu só não sinto paixão
De quem feriu minhas mãos
Da enxada eu tô fora

Campesino Sertanejo

Soy campesino sertanejo
Hoy vivo en la ciudad
Dudo que alguien de la granja
No extrañe ese lugar

La primera novia
O tal vez la amistad
Y el pollo de campo
Es realmente delicioso
De la azada, no tanto
Pero del gran festín
Que allá se disfruta

La añoranza del cultivo
Me atormenta a cada momento
Solo no siento pasión
Por quien lastimó mis manos
De la azada, paso

Acostado en mi cama
A veces recuerdo
Las fiestas de Santos Reyes
Que se hacen al final del año

El corral lleno de cerdos
Muchas frutas madurando
En la ciudad es un ajetreo
Pero me estoy acostumbrando
No quiero más la azada
Y tampoco volver atrás
Está fuera de mis planes

La añoranza del cultivo
Me atormenta a cada momento
Solo no siento pasión
Por quien lastimó mis manos
De la azada, paso

Escrita por: Ribas / Zé Garoto