Blues do Municipal
Andando meio bêbado e cansado pelas ruas do Municipal
Estou com os mendigos a sós outra vez
Na cidade, na cidade adormecida
Eu olho pra cidade aspirando o seu odor de solidão
Das ruas amargas, os lampadários, os lampadários
Cospem no silêncio noturnal
Esvazio a garrafa de cachaça em meio a escadaria do teatro
Meu olhar vagueia pela praça em meio a fome dos ratos
Na ânsia do amanhecer
Não agüento mais gostar de você assim
Vou me afogar quando abrir os botequins
Não agüento mais gostar de você assim
Vou me afogar quando abrir os botequins
Não agüento mais...abrir os botequins (Bis)
Não agüento mais, não agüento mais mina
Não agüento mais
Blues del Municipal
Caminando medio borracho y cansado por las calles del Municipal
Estoy con los mendigos a solas otra vez
En la ciudad, en la ciudad dormida
Miro la ciudad aspirando su olor a soledad
De las calles amargas, los faroles, los faroles
Escupen en el silencio nocturno
Vacío la botella de cachaça en medio de la escalinata del teatro
Mi mirada vaga por la plaza entre el hambre de las ratas
En la ansia del amanecer
Ya no aguanto más quererte así
Me ahogaré cuando abran los bares
Ya no aguanto más quererte así
Me ahogaré cuando abran los bares
Ya no aguanto más... abrir los bares (Repetición)
Ya no aguanto más, ya no aguanto más, nena
Ya no aguanto más
Escrita por: Birhú De Pirituba / Daniel Cabana