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Blues Negro

Zé Geraldo

Negro Blues

E lá estava eu
tentando mostrar pro meu povo
Meu canto sofrido
surrado e batido
Sem nada de novo

Apenas um simples repórter
registrando os fatos
de um negro momento

Sabe moça
Eu viajei pela estrada do Rock
e trago comigo
esta bela viagem
Quebrei a cara na esquina do Samba
me botaram pra fora
por pura bobagem

Quando transformaram este planeta
numa enorme discoteca
Lá estava eu
tentando mostrar pro meu povo
Meu canto sofrido
surrado e batido
Sem nada de novo

Se não bastasse a batalha diária
insistia em cantar
um novo lamento

E vem você
Me olha através da cortina do tempo
Me pega sentado no palco da vida
Tão fraco e indefeso
Marcas desse nosso tempo

E vem você
Que faz do meu canto um canto de paz
E eu tão tapado coitado até penso
Que o meu Negro Blues
é folclore de Minas Gerais

Blues Negro

Y ahí estaba yo
tratando de mostrar a mi gente
Mi canto sufrido
gastado y golpeado
Sin nada nuevo

Solo un simple reportero
registrando los hechos
de un momento negro

Sabes, chica
Viajé por el camino del Rock
y traigo conmigo
este hermoso viaje
Me rompí la cara en la esquina del Samba
me echaron por pura tontería

Cuando convirtieron este planeta
en una enorme discoteca
Ahí estaba yo
tratando de mostrar a mi gente
Mi canto sufrido
gastado y golpeado
Sin nada nuevo

Si no fuera suficiente la batalla diaria
insistía en cantar
un nuevo lamento

Y llegas tú
Me miras a través de la cortina del tiempo
Me encuentras sentado en el escenario de la vida
tan débil e indefenso
Marcas de nuestro tiempo

Y llegas tú
Que conviertes mi canto en un canto de paz
Y yo tan tonto, pobre, hasta pienso
Que mi Blues Negro
es folclore de Minas Gerais

Escrita por: Zé Geraldo