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Dame van Almortão

Zeca Afonso

Senhora do Almortão

Senhora do Almortão
Ó minha rosa encarnada
Ao cimo do Alentejo
Chega a vossa nomeada
Senhora do Almortão
ó minha linda raiana
virai costas a Rem Castela
queirais ser castelhana
Não queirais ser castelhana, ai

Nossa senhora da Póvoa, nossa senhora da Póvoa
Minha boquinha de riso
Minha maçã camoesa, minha maçã camoesa
Criada no paraíso, criada no paraíso

Senhora do Almortão
a vossa capela cheira
cheira a cravos, cheira a rosas
cheira a flor da laranjeira
cheira a flor da laranjeira, ai

Nossa senhora da Póvoa, nossa senhora da Póvoa
Minha boquinha de riso
Minha maçã camoesa, minha maçã camoesa
Criada no paraíso, criada no paraíso

Dame van Almortão

Dame van Almortão
O mijn rozenrode
Bovenop de Alentejo
Komt uw benoemde
Dame van Almortão
O mijn mooie raiana
Keer je rug naar Rem Castela
Wil je een Castiliaanse zijn
Wil je geen Castiliaanse zijn, ai

Onze dame van Póvoa, onze dame van Póvoa
Mijn mondje vol lach
Mijn Camões-appel, mijn Camões-appel
Grootgebracht in het paradijs, grootgebracht in het paradijs

Dame van Almortão
Uw kapel ruikt
Het ruikt naar kruidnagels, het ruikt naar rozen
Het ruikt naar sinaasappelbloesem
Het ruikt naar sinaasappelbloesem, ai

Onze dame van Póvoa, onze dame van Póvoa
Mijn mondje vol lach
Mijn Camões-appel, mijn Camões-appel
Grootgebracht in het paradijs, grootgebracht in het paradijs