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Absinto

Zedisded

Absinto

Confesso não entendo nada do que digo
E logo penso que direi tudo outra vez
Entendo não querer saber porque
Se você vai e se algum dia vem ao menos me dizer

Ouvindo outra música amena com cara de morte
Lenta, tenta a vida me envolver
Brincar de te escrever poemas, letras
E alguma coisa armada para um dia te comer

Longas passadas prum passado não ver
E ainda há quem fale que um dia pode ser

Sentado na beira de um precipício
Que você deixou um dia a lua inteira se esconder
Me pego lendo texto, bula e vidro
Me acordo no domingo e espero tudo acontecer

E agora um absinto pra você
Em taça de vinho tinto
E agora desperdício é não beber
Vou brindar ao que não sinto

Absinto

Confieso que no entiendo nada de lo que digo
Y luego pienso que diré todo otra vez
No entiendo no querer saber por qué
Si te vas y si algún día vienes al menos dime algo

Escuchando otra música amena con cara de muerte
Lenta, intenta la vida envolverme
Jugar a escribirte poemas, letras
Y algo preparado para un día devorarte

Largos pasos hacia un pasado que no veo
Y aún hay quien dice que algún día puede ser

Sentado al borde de un precipicio
Que dejaste un día que la luna entera se escondiera
Me encuentro leyendo texto, prospecto y vidrio
Despierto el domingo y espero que todo suceda

Y ahora un absinto para ti
En copa de vino tinto
Y ahora el desperdicio es no beber
Brindaré a lo que no siento

Escrita por: Helcio Filho