Permissão
Deixa eu me cuido
Nunca tive esparadrapo,
Um band-aid, um guardanapo
Pra estancar meu fino sangue
Escorrendo pela testa
Veja só o que me resta
Um amor já no fiapo
Desgastado pelo tempo
Recheado de maus-tratos
Nem pra limpar fossa presta
Deixa eu me viro. Agora que o sol nasceu
Deixa eu me viro. Agora já que não sou eu
Deixa eu me viro. Agora que você morreu
Deixa eu me viro. Deixa que eu sigo só, deixa que eu sigo só
Veja então mas que besteira
Acreditar em poesia
Pensar que você me ouvia
Enquanto seu umbigo urgia
Permiso
Déjame cuidarme
Nunca tuve esparadrapo,
Un curita, una servilleta
Para detener mi fino sangre
Que corre por mi frente
Mira lo que me queda
Un amor ya en hilos
Desgastado por el tiempo
Lleno de maltratos
Ni siquiera sirve para limpiar la alcantarilla
Déjame arreglármelas. Ahora que salió el sol
Déjame arreglármelas. Ahora que ya no soy yo
Déjame arreglármelas. Ahora que tú moriste
Déjame arreglármelas. Déjame seguir solo, déjame seguir solo
Entonces mira qué tontería
Creer en la poesía
Pensar que me escuchabas
Mientras tu ombligo urgía
Escrita por: Helcio Filho / Larissa Montenegro