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Sin paredes confieso

Zezo

Nemas paredes confesso

Atiraste uma pedra
No peito de quem
Só te fez tanto bem
E quebraste um telhado
Perdeste um abrigo
Feriste um amigo
Conseguiste magoar
Quem das mágoas te livoru
Atiraste uma pedra
Com as mãos que essa boca
Tantas vezes beijou
Quebraste um telhado
Que nas noites de frio
Te servia de abrigo
Perdeste um amigo
Que os teus erros não viu
E o teu pranto enxugou
Mas acima de tudo
Atiraste uma pedra
Turvando essa água
Essa água que um dia
Por estranha ironia
Tua sede matou

Sin paredes confieso

Atiraste una piedra
En el pecho de quien
Solo te hizo tanto bien
Y rompiste un techo
Perdiste un refugio
Heriste a un amigo
Lograste lastimar
A quien de las penas te liberó
Atiraste una piedra
Con las manos que esa boca
Tantas veces besó
Rompeste un techo
Que en las noches de frío
Te servía de refugio
Perdiste un amigo
Que no vio tus errores
Y secó tus lágrimas
Pero sobre todo
Atiraste una piedra
Enturbiando ese agua
Esa agua que un día
Por extraña ironía
Tu sed sació

Escrita por: Artur Joaquim Almeida Ribeiro / Francisco Ferrer Trindade / Maximiano De Sousa