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Madame

Zilo e Zalo

Madame

Chamamé

Não lhe censuro ao me encontrar virar o rosto
Minha presença eu sei que não lhe faz bem
Fui eu que fiz do amor você sentir o gosto
Mas pra você hoje eu não sou ninguém.

Não lhe censuro por buscar maior conforto
Não lhe condeno pelo amor que eu perdi
Porque as horas que fui dono do seu corpo
Foram as horas mais gostosas que vivi.

Não me importa que um dia alguém me chame
De qualquer livro que seu coração já leu
Hoje você livre de mim virou madame
Mais me contento hoje sendo resto seu.

Madame

Chamamé

No te culpo por voltear la cara al verme
Sé que mi presencia no te hace bien
Fui yo quien te hizo probar el amor
Pero hoy para ti no soy nadie

No te culpo por buscar mayor comodidad
No te condeno por el amor que perdí
Porque las horas en las que fui dueño de tu cuerpo
Fueron las horas más placenteras que viví

No me importa si algún día alguien me llama
Con cualquier libro que tu corazón haya leído
Hoy, libre de mí, te has convertido en madame
Pero me conformo hoy siendo tu resto

Escrita por: Naraíso / W. De F. Assunção