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Encuentro Fatal

Zita Carreiro e Carreirinho

Encontro Fatal

Vinte anos faz que deixei meu lar
Na mais angustiante dor da falsidade
A dor foi tão cruel
Que fiz um papel de um homem covarde

Deixei o meu filho tão pequeno ainda
Saí como louco pelo mundo
Sinto lágrimas descer
Por alguém dizer que sou um vagabundo

Uma certa noite eu estava bebendo
Lamentando a sorte da desgraça
Um moço que ouvia se fez meu amigo
Pra beber comigo pediu uma taça

Dizendo seu nome, mostrou-me um retrato
Apesar dos anos lembrei no passado
Aquele que estava junto a minha mesa
Era com certeza meu filho adorado

Contou-me sua vida com muita tristeza
Que seu pai com eles não morava mais
Quero que ele volte, mamãe ainda vive
Eu juro que tive pena do rapaz

Sabes quem eu sou? Assim respondi
Se quer minha benção aqui estarei
Eu sou o seu pai, és meu filho querido
Mas com sua mãe não reconciliarei

Encuentro Fatal

Hace veinte años que dejé mi hogar
En el dolor más angustiante de la falsedad
El dolor fue tan cruel
Que actué como un hombre cobarde

Dejé a mi hijo tan pequeño aún
Salí como un loco por el mundo
Siento lágrimas caer
Porque alguien dice que soy un vagabundo

Una noche estaba bebiendo
Lamentando la suerte de la desgracia
Un joven que escuchaba se hizo mi amigo
Para beber conmigo pidió una copa

Diciendo su nombre, me mostró una foto
A pesar de los años, recordé el pasado
El que estaba junto a mi mesa
Era sin duda mi amado hijo

Me contó su vida con mucha tristeza
Que su padre ya no vivía con ellos
Quiere que regrese, mamá aún vive
Juro que tuve pena por el chico

¿Sabes quién soy? Así respondí
Si quieres mi bendición, aquí estaré
Soy tu padre, eres mi querido hijo
Pero no me reconciliaré con tu madre

Escrita por: Carreirinho, J. Vicente