395px

Déjame Regarte

Zizi Possi

Deixa Eu Te Regar

Se você não ri
Eu fico fria, ai
Que agonia me dá !
Basta um só olhar,
Que eu me torno serpente
Quero te enroscar
Chocalhar de contente
Te enfeitiçar com um piscar
Com esse meu ar de "vem pra cá"
Se abandonar

Se você sorri
E diz: "menina, canta pra mim, pro mar..."
Só pra te ninar
Ai, eu viro viola pra te serenar
Uma gaivota pra você deixa que
Eu pouse certo e de uma vez
Em seu olhar
Me deixa brilhar

Ai, não diz não nem sim
Diz: "vem pra mim"
Que eu viro flor, viro jardim
Um bem-te-vi, um beija-flor no verão
bebendo da sua mão
Mas não fica assim
Que eu me rejeito
Eu perco o jeito, enfim
Então sorri pra mim
Pra eu ficar bem ardente
Para eu te queimar
Com meus lábios quentes
Vem me chamuscar,
Vem se arrsicar que a vida sente
Se vai brotar
Deixa eu te regar !

Déjame Regarte

Si no te ríes
Me quedo fría, ay
¡Qué agonía me da!
Basta con una mirada,
Que me convierto en serpiente
Quiero enroscarme en ti
Sacudirme de alegría
Hechizarte con un parpadeo
Con esta mirada de 'ven aquí'
Si te entregas

Si sonríes
Y dices: 'niña, cántame a mí, al mar...'
Solo para arrullarte
Ay, me convierto en viola para serenarte
Una gaviota para que tú permitas que
Me pose correctamente y de una vez
En tu mirada
Déjame brillar

Ay, no digas no ni sí
Di: 'ven a mí'
Que me convierto en flor, en jardín
Un bien-te-vi, un colibrí en verano
bebiendo de tu mano
Pero no te quedes así
Que me rechazo
Pierdo el rumbo, en fin
Entonces sonríe para mí
Para que me quede bien ardiente
Para quemarte
Con mis labios calientes
Ven a chamuscarme,
Ven a arriesgarte que la vida siente
Si va a brotar
¡Déjame regarte!

Escrita por: Luiz Carlos Góes, Liber Gadelha