Não Sei Porquá
Não sei porquá
A cada dia perco a respiração
Já não sei mais o que vestir quando acordar
Não tem mais graça roupa quente no verão
As cores vivas me faziam levantar
Os ratos mortos que eu achava no porão
Eram motivo para eu me gargalhar
Chegava até a perder minha respiração
Hoje desinfetante e lixo pra jogar
Deixei pra lá
As plumas que acompanhavam meu andar
Cada segundo que eu olho para o chão
Lembro o cinza do apê, não vou ficar
Braços abertos, estendidos para o vão
A porta bate e eu reclamo para abrir
O olho abre e eu reclamo pra fechar
A chuva cai e eu reclamo pra cessar
Sempre nesse porquá
No sé por qué
No sé por qué
Cada día pierdo la respiración
Ya no sé qué vestir al despertar
No tiene gracia ropa caliente en verano
Los colores vivos me hacían levantar
Los ratones muertos que encontraba en el sótano
Eran motivo para reír a carcajadas
Incluso llegaba a perder mi respiración
Hoy desinfectante y basura para desechar
Dejé atrás
Las plumas que acompañaban mi andar
Cada segundo que miro hacia el suelo
Recuerdo el gris del departamento, no me quedaré
Brazos abiertos, extendidos hacia el vacío
La puerta golpea y me quejo para abrirla
El ojo se abre y me quejo para cerrarlo
La lluvia cae y me quejo para que pare
Siempre en este no sé por qué