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Esposa de Cachaceiro

100 Parea

Mulher de Cachaceiro

Pra mulher peço perdão, ao meu pai onipotente
A turma da água-ardente que vive a tomar pifão
Vive de copo na mão, acabou o seu dinheiro
Falo pra os meus companheiros em menos de um segundo
Quanto sofre nesse mundo a mulher de um cachaceiro

Tem homem que é casado despreza sua mulher
Vai dormir no cabaré e volta sem nenhum cruzado
Em todo canto danado, chega e diz que é solteiro
Que é rico, que é engenheiro, que é o dono do mundo
Quanto sofre nesse mundo a mulher desse vaqueiro

Olha o meu compadre Hélio que veio lá da cabaceira
Lá tem cachaça rancheira, toda hora e todo dia
Desconhece a freguesia, acabou o seu dinheiro
Se tornou um maloqueiro, bebarrão um vagabundo
Quanto sofre nesse mundo a mulher de um bandoleiro

E já avisei la em casa, falei pra minha mulher
No dia que eu morrer ela sabe como é
Coloque em meu caixão 40 litros de dreher
E uma grade de cerveja e um punhado de mulher
Eu quero ser enterrado lá no meio do cabaré

E tão dizendo hoje em dia, você pode botar fé
Que a banda que tá chegando, essa é cheia de mulher
É a banda 100 parea, escute aí como é
Se tem festa e cantoria é só dizer onde é
Se tiver mulher bonita vou de carro ou a pé

E fala pro amigo barão que bebe é todo dia
Bebe quente, bebe fria, bebe pra frio esquentar
Começa se apaixonar, bebe outra pra esquece
Já começa a perceber que a cachaça vai pegar
E se vai se levantando nem a conta quer pagar

Esposa de Cachaceiro

A la mujer le pido perdón, a mi padre omnipotente
El grupo de agua en llamas que vive bebiendo pifão
Vive con un vaso en la mano, se queda sin dinero
Hablo con mis compañeros en menos de un segundo
Cuanto sufre la esposa de un cachaceiro en este mundo

Hay hombres casados que desprecian a sus esposas
Se va a dormir al cabaret y regresa sin cruzados
En todas partes la gente viene y dice que está soltera
¿Quién es rico, quién es ingeniero, quién es dueño del mundo?
Cuanto sufre la esposa de este vaquero en este mundo

Mira a mi compadre Hélio que vino de la calabaza
Allí hay cachaça rancheira, todo el tiempo y todos los días
No conoces la parroquia, te has quedado sin dinero
Se volvió maloqueiro, borracho, vagabundo
Cuanto sufre la esposa de un bandido en este mundo

Y ya te avisé en casa le dije a mi esposa
El día que muera ella sabe cómo es
Pon 40 litros de dreher en mi ataúd
Y una caja de cerveza y un puñado de mujeres
Quiero que me entierren ahí en medio del cabaret

Y están diciendo estos días, puedes tener fe
Que la banda que viene esta llena de mujeres
Es la banda número 100, escucha cómo es
Si hay fiesta y canto solo di donde es
Si hay una mujer bonita, voy en coche o a pie

Y dile a tu amigo barón que bebe todos los días
Beber caliente, beber frío, beber para calentar frío
Te empiezas a enamorar, bebe otro para olvidar
Estás empezando a darte cuenta de que la cachaça se va a poner de moda
Y si te levantas no quieres ni pagar la cuenta

Escrita por: Willyan Silva / Paulo Palcos