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Dos Estaciones

1caracomum

Duas Estações

Tudo o que um dia nasceu amor, viverá pra sempre
Cada gesto, memória, palavras, sons, perfumes
Vão se somando à nossa bagagem

E nessa dura estrada da vida
O que nos dá forças pra ainda continuar
São os frutos dessas sementes plantadas em nós
E que nos provam que tudo aquilo que foi alvo de amor
Em nós, será sempre eterno

E enquanto houver viver, tudo o que se amou viverá também
E por onde for, tudo o que se amou se fará presença

Sim, eu sei, ainda há um buraco aberto no peito
Sei que ainda há uma ausência doída
Mas aprendi que viver por mais tempo
É colecionar ausências
E quanto maior foi a presença, maior é a raiva, o vazio

E se engana quem não percebeu que amar é assim
Você carrega pra sempre a presença do que amou
E o preço disto é um misto de alegria, fúria e dor
Uma alegria pelo que viveu
E uma espécie de dor eterna

Dos Estaciones

Toda aquella vez que nació el amor, vivirá por siempre
Cada gesto, recuerdo, palabras, sonidos, perfumes
Se van sumando a nuestro equipaje

Y en este duro camino de la vida
Lo que nos da fuerzas para seguir adelante
Son los frutos de esas semillas sembradas en nosotros
Y que nos demuestran que todo aquello que fue objeto de amor
En nosotros, será siempre eterno

Y mientras haya vida, todo lo que se amó también vivirá
Y por donde vayas, todo lo que se amó se hará presente

Sí, lo sé, todavía hay un agujero abierto en el pecho
Sé que todavía hay una ausencia dolorosa
Pero aprendí que vivir por más tiempo
Es coleccionar ausencias
Y cuanto más grande fue la presencia, mayor es la rabia, el vacío

Y se equivoca quien no ha notado que amar es así
Llevas para siempre la presencia de lo que amaste
Y el precio de esto es una mezcla de alegría, furia y dolor
Una alegría por lo vivido
Y una especie de dolor eterno

Escrita por: Matheus Patrick S.Fagundes