Memento Mori II (O Eterno Agora)
O sorriso de uma criança um dia cessará
As lágrimas das dores de tantos, secarão
A exuberância de um belo corpo, desvanecerá
A pujança arrogante jovem, tarde ou não, adoecerá
Os olhos que se abriram, um dia também, pra sempre, fecharão
As palavras abundantes, silenciarão
Preocupações, queixas, dores, aspirações; já não serão
Pois tudo a que chamamos de vida é a prorrogação para o Grande Instante Final
Contudo, ainda criamos jeitos de continuarmos aqui quando já não estivermos mais
Através dessa ambição de perpetuidade que permeia tudo o que fazemos
E encontramos na história a nossa única oportunidade de vivermos para sempre
Na chance de sermos lembrados!
E, no fundo de nossa fantasia de permanência, eu sei, todos nós sabemos
Que os sinos dobrarão, e que logo, logo, já não estaremos aqui
Oh! Que golpe cruel, esse de nos fazer ansiar por algo que não temos
Maldita Eternidade! Pois, que a eternidade seja aqui, seja agora seja hoje, um Eterno-Agora
Memento Mori II (El Eterno Ahora)
La sonrisa de un niño algún día cesará
Las lágrimas de los dolores de tantos, se secarán
La exuberancia de un bello cuerpo, se desvanecerá
La arrogante juventud, tarde o temprano, enfermará
Los ojos que se abrieron, algún día también, para siempre, se cerrarán
Las palabras abundantes, se silenciarán
Preocupaciones, quejas, dolores, aspiraciones; ya no serán
Pues todo lo que llamamos vida es la prórroga hacia el Gran Instante Final
Sin embargo, aún encontramos formas de seguir aquí cuando ya no estemos
A través de esa ambición de perpetuidad que impregna todo lo que hacemos
Y encontramos en la historia nuestra única oportunidad de vivir para siempre
¡En la posibilidad de ser recordados!
Y, en lo más profundo de nuestra fantasía de permanencia, yo sé, todos sabemos
Que las campanas doblarán, y que pronto, muy pronto, ya no estaremos aquí
¡Oh! Qué golpe cruel, anhelar algo que no tenemos
¡Maldita Eternidad! Pues que la eternidad sea aquí, sea ahora, sea hoy, un Eterno-Ahora
Escrita por: Matheus Patrick