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Doña Mocinha

7 Ervas

Dona Mocinha

Certa vez encontrei dona mocinha esperando o namorado que custava a chegar
Moça atraente debruçada na janela espiando a molecada no terreiro a brincar
Vi tanta gente amontoado num batente onde mal sobrava espaço pra “mode” eu sentar
Um frio danado desses de bater os dentes que arrepiava aquela gente mas ninguém saiu de lá

Foi de repente, escutei uma “zuada” eu logo corri pra fora pra “mode” eu olhar
Um “móI” de gente correndo pra um acidente que tinha acontecido lá pras bandas de um “currá”
Quando eu olhei, virgem maria nossa senhora, é o namorado de mocinha que ela tava a esperar
Ele foi morto pelo tal do delegado o miserável tão safado não ficou pra se explicar

Refrão

Não deixe, não deixe, não deixe a chama se apagar
Não deixe, não deixe, antes da noite acabar
Não deixe, não deixe, não deixe a chama se apagar
Não deixe, não deixe, antes da noite...

Mas o coitado ele foi morto inocente porque era preto e pobre e não tinha carro para andar
Foi confundido com o danado do bandido que estava encapuzado pra sua cara não mostrar
Mas o bandido era o filho do prefeito e o miserável não foi preso porque seu pai foi lhe soltar
Quem “se lascou-se” foi o homem preto e pobre e mocinha agora sofre com dois filhos pra criar

Refrão

Não deixe, não deixe, não deixe a chama se apagar
Não deixe, não deixe, antes da noite acabar
Não deixe, não deixe, não deixe a chama se apagar
Não deixe, não deixe, antes da noite...

Doña Mocinha

Una vez encontré a doña Mocinha esperando a su novio que tardaba en llegar
Una joven atractiva inclinada en la ventana espiando a los niños en el patio jugando
Vi tanta gente amontonada en el umbral donde apenas quedaba espacio para que yo me sentara
Un frío de aquellos que te hacía castañetear los dientes que ponía los pelos de punta a esa gente pero nadie se movió de ahí

De repente, escuché un ruido y salí corriendo afuera para ver qué pasaba
Un montón de gente corriendo hacia un accidente que había ocurrido por allá cerca de un barranco
Cuando miré, virgen María nuestra señora, era el novio de Mocinha a quien ella esperaba
Él fue asesinado por el tal delegado, el miserable tan desgraciado que no se quedó para explicarse

Coro

No dejes, no dejes, no dejes que la llama se apague
No dejes, no dejes, antes de que termine la noche
No dejes, no dejes, no dejes que la llama se apague
No dejes, no dejes, antes de la noche...

Pero el pobre fue asesinado inocente porque era negro y pobre y no tenía auto para moverse
Fue confundido con el maldito del bandido que estaba encapuchado para no mostrar su cara
Pero el bandido era el hijo del alcalde y el miserable no fue arrestado porque su padre lo liberó
El que se jodió fue el hombre negro y pobre y Mocinha ahora sufre con dos hijos que criar

Coro

No dejes, no dejes, no dejes que la llama se apague
No dejes, no dejes, antes de que termine la noche
No dejes, no dejes, no dejes que la llama se apague
No dejes, no dejes, antes de la noche...

Escrita por: Emílio Araújo / Jose Edson