395px

Nuestra Señora del Sis

A Caruma

Nossa Senhora do Sis

Nossa senhora do sis
Fique à vontade para meter o nariz"
Olha o vizinho do lado
Não dá conta do recado e já não sabe o que diz
"e é de qualquer maneira
Faz-se tudo o que se queira"
Fique sabendo o senhor que nem sequer é doutor
Nem tudo o que é parece
"cala-me a divagação,
Filosofias que sufocam a razão"
Se quer dizer consciência
Terá que ter muito mais do que paciência ai

O homem de ontem era ainda mais parvo do que tu
Queria-me como quem quer um cão
Se eu encontrasse o homem de ontem numa rua escura
Fazia-lhe uma breve confissão
Estes olhos não são património
Estas pernas não são património
Os ciúmes idiotas, as conquistas, as derrotas
Medo, é medo, muito medo de falhar

"ai minha nossa senhora do sis
O que está a acontecer neste país?
Ai que saudades de quando mandava eu
Para onde foi esse teu de apogeu"
Eu detesto a mesquinhez
De quem não admite nunca o mal que fez
Mas pode ter a certeza
Não vou estar à espera da delicadeza ai

O homem de ontem era ainda mais parvo do que tu
Queria-me como quem quer um cão
Se eu encontrasse o homem de ontem numa rua escura
Fazia-lhe uma breve confissão
Estes olhos não são património
Estas pernas não são património
Os ciúmes idiotas, as conquistas, as derrotas
Medo, é medo, muito medo de falhar
Estes olhos não são património
Estas pernas são de mais para ti
Esta mente de que tens medo
Nunca foi nenhum brinquedo

Nuestra Señora del Sis

Nuestra señora del sis
Siéntase libre de meter la nariz
Mira al vecino de al lado
No puede con la situación y ya no sabe qué decir
'Y es de cualquier manera
Se hace todo lo que se quiera'
Sepa usted, señor, que ni siquiera es doctor
No todo es lo que parece
'Calla la divagación,
Filosofías que sofocan la razón'
Si quiere decir conciencia
Tendrá que tener mucho más que paciencia

El hombre de ayer era aún más tonto que tú
Me quería como quien quiere un perro
Si me encontrara con el hombre de ayer en una calle oscura
Le haría una breve confesión
Estos ojos no son patrimonio
Estas piernas no son patrimonio
Los celos idiotas, las conquistas, las derrotas
Miedo, es miedo, mucho miedo a fallar

'Ay, nuestra señora del sis
¿Qué está pasando en este país?
Ay, qué nostalgia de cuando mandaba yo
¿Dónde quedó ese apogeo tuyo?'
Detesto la mezquindad
De quien nunca admite el mal que hizo
Pero puede estar seguro
No voy a esperar la delicadeza

El hombre de ayer era aún más tonto que tú
Me quería como quien quiere un perro
Si me encontrara con el hombre de ayer en una calle oscura
Le haría una breve confesión
Estos ojos no son patrimonio
Estas piernas no son patrimonio
Los celos idiotas, las conquistas, las derrotas
Miedo, es miedo, mucho miedo a fallar
Estos ojos no son patrimonio
Estas piernas son demasiado para ti
Esta mente de la que tienes miedo
Nunca fue un juguete

Escrita por: Carlos Martins