À Deriva
Quando jovens por assim dizer
Não se é nada
Além do que pode tocar
Tudo encantava
Tudo se é cada
Como cada gota irmã
De chuva
Os prédios tremulam
Como tapetes sujos
Ao por do Sol
Se o concreto dança
Eu também quero calor
À deriva
(Eu permaneço)
À deriva
(Não há desfecho)
À deriva
À deriva
Agora podemos assim dizer
Que tudo se desvaira
Muito antes de conhecer
Agora o tempo é movediço
E as lembranças um feitiço
Que passou e nem vimos
Aviões tucanos costuram
Como motoqueiros
O céu por aqui
Se a nuvem é nossa
Eu também quero te abraçar
À deriva
(Eu permaneço)
À deriva
(Não há desfecho)
À deriva
À deriva
Sempre um novo adeus
Não é mesmo?
Forço-me a acreditar
Em recomeço
A la deriva
Cuando jóvenes por así decir
No se es nada
Más allá de lo que se puede tocar
Todo encantaba
Todo se es cada
Como cada gota hermana
De lluvia
Los edificios tiemblan
Como alfombras sucias
Al atardecer
Si el concreto baila
Yo también quiero calor
A la deriva
(Yo permanezco)
A la deriva
(No hay desenlace)
A la deriva
A la deriva
Ahora podemos así decir
Que todo se desvanece
Mucho antes de conocer
Ahora el tiempo es voluble
Y los recuerdos un hechizo
Que pasó y ni siquiera vimos
Aviones tucanes cosen
Como motociclistas
El cielo por aquí
Si la nube es nuestra
Yo también quiero abrazarte
A la deriva
(Yo permanezco)
A la deriva
(No hay desenlace)
A la deriva
A la deriva
Siempre un nuevo adiós
¿No es así?
Me obligo a creer
En un nuevo comienzo
Escrita por: Arthur Bueno / Daniel Elias / Gabriel Zarro / James Guará