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Mañana de Ayer

A Drama

Amanhã de Ontem

Quantas vezes ainda vou lembrar até me esquecer completamente?
Quantas vezes ainda vou sonhar contigo até me acomodar
Com a ideia de que você não tá mais do meu lado?
Quantas vezes ainda vou me frustrar?
Quantas vou me ressentir?
Quantas vezes ainda vou te escutar dizer?
Quantas ainda vão me dizer?

Alguém poderia me dizer quantas vezes são necessárias
Para não amar mais nenhuma?
Eu desejaria nunca ter vivido isso
Mas se fosse assim ainda estaria viva?

Dia após dia eu me salvo dos pensamentos
Das torturas de imaginar
Quantas vezes ainda seriam necessárias, para você mentir para mim
Até que fosse o suficiente para eu ir embora

Eu tô cansada dessa comédia da hipocrisia
De estar presa nessa cama que diz: Amanhã é um novo dia
Na sua chegada eu me faço presente
Repetidamente descompromissada com o coerente
Então diariamente me vêm coisas assim
Sem defeito como se não estivessem no pretérito imperfeito
Eu tô cansada de me enfrentar todo dia andando em círculos
Desacreditar amanhã vai ser outro dia

Amanhã vai ser outro dia

Eu não preciso abrir a porta dessa casa pra entender
Que depois dela tudo se desfalece
Se compadece na linda ideia de que nada acontece
Eu não suporto mais viver quando viver é concordar
Com a morte e não amortecem mais os remédios
As drogas as vidas que se perdem
No que se cai no esquecimento no amadurecimento
Do invisível e quantas vezes ainda forem necessárias
Pra se apagar histórias e nomes e tudo a minha volta
Até que seja necessário o apagamento da minha memória

Amanhã vai ser outro dia

Mañana de Ayer

¿Cuántas veces más recordaré hasta olvidarte por completo?
¿Cuántas veces más soñaré contigo hasta acostumbrarme
A la idea de que ya no estás a mi lado?
¿Cuántas veces más me frustraré?
¿Cuántas veces más resentiré?
¿Cuántas veces más te escucharé decir?
¿Cuántas más me lo dirán?

¿Alguien podría decirme cuántas veces son necesarias
Para dejar de amar a alguien?
Desearía nunca haber vivido esto
¿Pero si fuera así, seguiría viva?

Día tras día me salvo de los pensamientos
De las torturas de imaginar
¿Cuántas veces más serían necesarias, para que me mientas
Hasta que sea suficiente para que me vaya?

Estoy cansada de esta comedia de hipocresía
De estar atrapada en esta cama que dice: Mañana es un nuevo día
En tu llegada me hago presente
Repetidamente descomprometida con lo coherente
Entonces diariamente me vienen cosas así
Sin defecto como si no estuvieran en pretérito imperfecto
Estoy cansada de enfrentarme todos los días dando vueltas en círculos
Descreer que mañana será otro día

Mañana será otro día

No necesito abrir la puerta de esta casa para entender
Que después de ella todo se desvanece
Se compadece en la linda idea de que nada sucede
No soporto más vivir cuando vivir es concordar
Con la muerte y ya no amortiguan más los medicamentos
Las drogas las vidas que se pierden
En lo que cae en el olvido en el envejecimiento
De lo invisible y cuántas veces más sean necesarias
Para borrar historias y nombres y todo a mi alrededor
Hasta que sea necesario el borrado de mi memoria

Mañana será otro día

Escrita por: Laura Cecilio