395px

Entre la penumbra

A Euterpia

Lusco-fusco

Os compositores
Os poetas e infratores
Insistem em caluniar
Na canção maligna
Na frígida mortalha
De quem não sabe ocultar

Quando eu não tinha mais lamento
E andava feito um bobo sem tormento nenhum
Não que eu precise de desespero para viver
Mas levo teu córrego em minhas mãos
Estátuas espatifadas
De imperfeição adorada

Refrão:
O lusco-fusco da tarde
Te fluiu pra longe de mim
E a madrugada desajeitada
Te deixou tão úmida assim
Repete refrão...

Morre-se todo dia
Mas nasce-se no mesmo lugar
A gente se perdeu de novo
Melhor nem pensar em se achar
De tanto gesto lírico já estou meio engilhado
Camões que me perdoe, não sou adamastor

Refrão...

Os compositores
Os poetas e infratores
Insistem em caluniar
Na canção maligna
Na frígida mortalha
De quem não sabe ocultar

Entre la penumbra

Los compositores
Los poetas y transgresores
Insisten en difamar
En la canción maligna
En la fría mortaja
De aquellos que no saben ocultar

Cuando ya no tenía más lamentos
Y caminaba como un tonto sin ninguna angustia
No es que necesite desesperación para vivir
Pero llevo tu corriente en mis manos
Estatuas destrozadas
De imperfección adorada

Coro:
Entre la penumbra de la tarde
Te alejaste de mí
Y la madrugada desaliñada
Te dejó tan húmeda así
Repite coro...

Se muere cada día
Pero se nace en el mismo lugar
Nos hemos vuelto a perder
Mejor ni pensar en encontrarnos
Con tantos gestos líricos ya estoy un poco aturdido
Que Camões me perdone, no soy un adamastor

Coro...

Los compositores
Los poetas y transgresores
Insisten en difamar
En la canción maligna
En la fría mortaja
De aquellos que no saben ocultar

Escrita por: Marisa Brito