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Recordando Mi Tierra

Abel e Caim

Recordando Minha Terra

Casa velha abandonada tão triste na solidão
Com as paredes tombadas telhas quebradas no chão
Coberta de pó e folhas ficou assim ao relento
Vai-se aos poucos demolindo com o vendaval do tempo

"Esta milonga me mata de saudade do meu Rio Grande do Sul, minha chinoca!"

Curralama destruída em mourões de aroeira
Não tem mais a sombra amiga daquela grande figueira
Onde outrora eu brincava em meus sonhos de criança
Quando nem sequer pensava nesta tristonha mudança

"A saudade do meu pago está martelando um lugar bom do meu peito!"

Lá na bica o monjolinho não bate mais o pilão
Fugiram os passarinhos que pousavam no galpão
Acabou toda beleza dessa fazenda encantada
Só ficando a tristeza e vestígios de boiada

"O espelho da saudade eu vejo a todo o momento, meu querido rincão gaúcho!"

O roseiral da varanda de tristeza já secou
As cantigas de cirandas ninguém mais ali dançou
Minha quinta de fruteiras já não tem mais passarada
Que em auroras vagueiras alegrava a peonada

"Adeus Rio Grande querido, até um dia se Deus quiser!"

Hoje vivo na cidade longe daquela morada
Comovido de saudade da festiva criançada
Que dos campos arejantes como pastagem reflorida
Aqui reclamo distante adeus oh! terra querida

Recordando Mi Tierra

Casa vieja abandonada tan triste en la soledad
Con las paredes derrumbadas, tejas rotas en el suelo
Cubierta de polvo y hojas, así quedó a la intemperie
Se va desmoronando poco a poco con el vendaval del tiempo

Esta canción me mata de nostalgia por mi Rio Grande do Sul, mi mujer

Corral destruido en postes de quebracho
Ya no tiene la sombra amiga de aquel gran higuera
Donde antes jugaba en mis sueños de niñez
Cuando ni siquiera pensaba en este triste cambio

La nostalgia de mi tierra está martillando un lugar bueno de mi pecho

Allá en la fuente, el molinillo ya no golpea el pilón
Huyeron los pajaritos que se posaban en el galpón
Se acabó toda la belleza de esta finca encantada
Solo queda la tristeza y vestigios de ganado

El espejo de la nostalgia veo en todo momento, mi querido rincón gaúcho

El rosal del balcón de tristeza ya se secó
Las canciones de rondas ya no se bailaron allí
Mi huerto de frutales ya no tiene más pájaros
Que en las auroras vagabundas alegraban a los peones

Adiós Rio Grande querido, hasta un día si Dios quiere

Hoy vivo en la ciudad lejos de esa morada
Conmovido de nostalgia por la alegre chiquillada
Que de los campos aireados como pastizales en flor
Aquí reclamo distante adiós, oh! tierra querida

Escrita por: Bruno Linhares / Elpidio Medeiros