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Voy a buscar a la minera

Abel e Caim

Vou Buscar a Mineira

Estou muito aborrecido
Vivendo assim desta maneira
Por causa de uma mineira
Que me traz numa embromeira

Já não como e nem durmo
Vivo deitado na esteira
Só levanto pra tratar
Minha besta na cocheira

O sereno cai macio
Na folha da laranjeira
Nem que seja bem de noite
Vou buscar aquela mineira

Trago ela na garupa
Da minha besta ligeira
A besta pisa macio
Que não levanta poeira

Eu recebi uma carta
E foi nesta segunda-feira
Dizendo que já está pronta
Pra nós dois sumir na poeira

Vou pegar a minha besta
E sair na quarta-feira
Cortando de légua e meia
Pra chegar em Porto Ferreira

Vou chegar na casa dela
Quietinho, sem fazer zoeira
Vou chegar e vou dizer
Já estou aqui, mineira

Vou por ela na garupa
E sair na sexta-feira
Trazer a morena comigo
Pra ser minha companheira

Voy a buscar a la minera

Estoy muy molesto
Viviendo así de esta manera
Por culpa de una minera
Que me tiene enredado

Ya no como ni duermo
Vivo acostado en la estera
Solo me levanto para cuidar
A mi bestia en el establo

El rocío cae suavemente
En la hoja del naranjo
Aunque sea bien de noche
Voy a buscar a esa minera

La traigo en la grupa
De mi bestia ligera
La bestia pisa suave
Para no levantar polvo

Recibí una carta
Y fue este lunes
Diciendo que ya está lista
Para los dos desaparecer en el polvo

Voy a tomar a mi bestia
Y salir el miércoles
Recorriendo una legua y media
Para llegar a Porto Ferreira

Voy a llegar a su casa
Calladito, sin armar alboroto
Voy a llegar y le diré
Ya estoy aquí, minera

La pondré en la grupa
Y saldremos el viernes
Traeré a la morena conmigo
Para que sea mi compañera

Escrita por: Milton Aguiar