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Sangre Azul

Ação Libertária

Sangue Azul

Cai um homem de sangue azul
Outros irão o suceder
Raça odiosa, perniciosa
Sem limites pra ter poder

Dominados pela ambição
Se orgulham por só vencer
Mesmo à força ou por vingança
Seu legado é destruição

Nunca vão parar
Quanto mais o tempo passa
O império se erguerá

Privar e excluir
O que já foi de todos
Pra poucos usufruir

Donatário não ver empecilho
Em girar o mundo conforme seu delírio
Quinhentos anos nessa joça
E o mais fraco vegeta nessa fossa

Nunca encarou o desespero
De ver um filho passando aperreio
Riqueza vinda da desgraça
Do negro, índio e do suor da massa

A fome dos famintos não te comoveu
Tanto sofrimento naturalizou
Explorados com dureza
Seu sadismo é a presa
Que fere a dignidade

O brilho dos seus olhos desapareceu
Sua humanidade se desintegrou
Embriagado com a avareza
Coroado na nobreza
Tão podre será o seu fim

Sangre Azul

Cae un hombre de sangre azul
Otros vendrán a sucederlo
Raza odiosa, perniciosa
Sin límites para tener poder

Dominados por la ambición
Se enorgullecen de solo vencer
Ya sea por la fuerza o por venganza
Su legado es destrucción

Nunca se detendrán
A medida que pasa el tiempo
El imperio se levantará

Privar y excluir
Lo que antes era de todos
Para que unos pocos disfruten

El donatario no ve obstáculos
En girar el mundo según su delirio
Quinientos años en esta porquería
Y el más débil vegeta en este hoyo

Nunca ha enfrentado la desesperación
De ver a un hijo pasando apuros
Riqueza proveniente de la desgracia
Del negro, el indio y el sudor de la masa

El hambre de los hambrientos no te conmovió
Tanto sufrimiento naturalizaste
Explotados con dureza
Tu sadismo es la presa
Que hiere la dignidad

El brillo de tus ojos desapareció
Tu humanidad se desintegró
Embriagado de avaricia
Coronado en la nobleza
Tan podrido será tu final

Escrita por: Márcio Pigmeu